VER, OUVIR E CALAR…
Lúcio Pedro Tavares, natural de Angola, é um português de 44 anos suspeito de ter morto à facada a mulher, de 34, perto de Estugarda.
Luísa, vamos chamar-lhe assim, já há alguns meses se tinha queixado à polícia das agressões de que era alvo por parte do marido. E separou-se dele. Tinham duas filhas, que ficaram à guarda da mãe. Uma com 10 anos, a outra com 15.
Duas horas antes de ser encontrada sem vida, Luísa e Lúcio tinham tiveram uma violenta discussão, escutada e presenciada por alguns vizinhos.
Todos se calaram. Ninguém chamou a polícia. Ninguém ajudou Luísa.
Todos foram cúmplices de mais esta morte. Porque é preciso denunciar. É preciso não mostrar medo ou indiferença.
Uma colega de trabalho encontrou-a na paragem de eléctrico onde, todos
os dias, esperava transporte para ir trabalhar numa padaria, já sem vida.
Terá sido naquele local que, suspeita a polícia, Lúcio desferiu vários golpes de faca na mulher. A equipa de investigação, composta por treze polícias, acredita que a vítima ainda tentou escapar ao agressor, mas, já na paragem do autocarro, foi golpeada até à morte.
Lúcio Tavares fugiu para parte incerta.
As autoridades acreditam que tenha fugido para Portugal.
Até quando vão os amigos, os vizinhos, os familiares, ver, ouvir e calar?…
