Friday, February 29, 2008

A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA É CRIME!…

Serão precisas palavras ou basta a imagem?

Posted by idferreira at 11:39:01 | Permalink | No Comments »

A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NA CAÇA AO VOTO…

Jornal de Notícias, 29 de Fevereiro

“(…) O tema da violência doméstica - que ainda não tinha sido abordado, em campanha eleitoral, em qualquer comício do líder da Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, embora a ele se tivesse referido no debate televisivo de segunda-feira passada (para criticar o dirigente do Partido Socialista Obreiro Espanhol, PSOE, José Luis Rodríguez Zapatero) -, marcou ontem a intervenção do candidato do Centro-Direita, em Tenerife (Canárias), que disse “Ontem [na quarta-feira], foram assassinadas em Espanha quatro mulheres. Quero condenar esses actos, e expressar a minha solidariedade, como qualquer pessoa decente. E dizer algo mais. Não basta haver uma lei. São precisos tribunais, polícias e medidas preventivas. Não vou esquecer isto. Vou, sim, ocupar-me disso. Serei implacável e absolutamente contundente“.

Entretanto, em Pontevedra, Ana Pastor, secretária-executiva de Política Social do PP, foi mais concreta, propondo ao PSOE “um grande pacto de Estado”.

Zapatero tem feito referência à violência doméstica em todos os comícios do PSOE mas, no debate de segunda-feira, não falou no assunto. Anteontem, em Barakaldo, prometeu que, se for reeleito, convocará todos os presidentes das comunidades autónomas para estabelecer uma política de Estado, global e concertada, contra a violência doméstica.”

Em campanha eleitoral falar de violência doméstica vale votos.

As promessas, em Espanha, serão para cumprir tanto como em Portugal?

Posted by idferreira at 11:12:21 | Permalink | No Comments »

Wednesday, February 27, 2008

NUM SÓ DIA, NUM SÓ JORNAL…

O “24 Horas” trazia hoje, hoje apenas, três notícias sobre homicídio, raptos, agressões e outros tipos de violência de maridos contra as suas companheiras.

Na página 13 um título em letras grandes “Matou a mulher e suicidou-se a tiro” fala de uma vida de desavenças, de agressões, de maus-tratos físicos e psicológicos de um casal português a viver no Liechtenstein.

” (…) estavam separados e andavam em processo de divórcio, no fim de um casamento cheio de ameaças e agressões por parte do marido.” Ou ” Os amigos da família temiam o pior e o pior acabou por acontecer: Joaquim matou Aida a tiro, em plena rua, e suicidou-se de seguida.”

Afinal os amigos sabiam, conheciam o problema de tal maneira que até “temiam o pior”, mas não houve ninguém que fosse capaz de denunciar “o pior” à polícia e assim, pergunto, não terão todos os amigos “os que temiam o pior” mas que nada fizeram, uma quota parte na responsabilidade destes assassínio e suicídio?

A partir de quando começamos a usar os direitos que temos para evitar situações deste tipo?

Ficam órfãos dois filhos. Morreu mais uma mulher que quis pôr fim a uma vida sem esperança e sem direitos.

Na mesma página há uma outra história de um julgamento em Vila Franca de Xira, em que o raptor da ex-mulher lhe pede perdão em tribunal…

Será que vale a pena ainda acreditar neste tipo de comportamentos sabendo nós que o agressor é, de uma forma geral, sempre reincidente?

Em Vila Nova de Milfontes, um homem de 56 anos foi detido com uma arma na mão com a qual pretendera atingir a ex-mulher na cabeça.

Foi detido em flagrante delito. Que pena lhe será decretada? E a pena ficará suspensa, como na maioria dos casos acontece?

Quando é que começamos a dizer “BASTA!” de tal forma que o Poder seja mesmo obrigado a escutar?

Talvez seja preciso GRITAR!!!

Posted by idferreira at 14:16:10 | Permalink | No Comments »

Tuesday, February 26, 2008

ESTE PAÍS NÃO É PARA OS VELHOS…

Poucas vezes um título de um filme terá reflectido tão bem uma realidade tão amarga e actual.

Vivemo-la em Portugal.

Claro que muitos/as dirão que este não é um fenómeno exclusivamente português, mas não me interessa o que de mau existe lá fora.

Interessam-me os números que foram recentemente divulgados de queixas que os mais velhos fazem contra quem os trata mal, quem os humilha, quem os explora e negligencia.

Infelizmente essas queixas são essencialmente feitas contra os que lhes são mais próximos. Os filhos, as noras, os netos… Aqueles a quem, os agora mal tratados, deram a vida, deram carinho, deram o que lhes era possível dar nas condições em que viviam.

O envelhecimento é um direito pessoal e a protecção à velhice deve ser um direito social.
É obrigação do Estado, garantir à pessoa idosa a protecção à vida e à saúde, mediante efectivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade.

E, no entanto, o fenómeno de violência contra idosos tem vindo a aumentar em Portugal. Os mais recentes números conhecidos revelam que, nos últimos cinco anos, os registos deste tipo de violência triplicaram.

Dos mais de oito mil casos, já um número elevado, passamos para os quase 25 mil em que a vítima do crime tem mais de 64 anos.

Mas das 2911 queixas recebidas na PSP em 2006, apenas 139 são respeitantes a violência contra idosos.

Quando se pensa em violência contra idosos, a tendência do comum dos mortais é pensar em espancamentos, torturas, privações e aprisionamento - esta última uma situação muito comum, aliás, mas para além destas existem muitos outros casos de violência que são complexos, de difícil diagnóstico e também de muito difícil prevenção.

Aponto aqui, claro, os maus tratos e abusos físicos mas também e sobretudo, maus tratos psicológicos, negligência por abandono, negligência nas doses de medicamentos erradas dadas ao idoso que lhe podem causar graves problemas, incluindo a morte.

E os abusos sexuais? E  o abuso material, através da tentativa de extorquir dinheiro?

Os idosos são vítimas silenciosas que não apresentam queixa por medo.

Medo da solidão, mas medo do castigo. Medo da negligencia e do abandono a que são votados.

Definitivamente, este país não é para velhos!

Posted by idferreira at 12:15:41 | Permalink | Comments (1) »

Monday, February 25, 2008

Posted by idferreira at 16:49:07 | Permalink | No Comments »