Wednesday, February 27, 2008

NUM SÓ DIA, NUM SÓ JORNAL…

O “24 Horas” trazia hoje, hoje apenas, três notícias sobre homicídio, raptos, agressões e outros tipos de violência de maridos contra as suas companheiras.

Na página 13 um título em letras grandes “Matou a mulher e suicidou-se a tiro” fala de uma vida de desavenças, de agressões, de maus-tratos físicos e psicológicos de um casal português a viver no Liechtenstein.

” (…) estavam separados e andavam em processo de divórcio, no fim de um casamento cheio de ameaças e agressões por parte do marido.” Ou ” Os amigos da família temiam o pior e o pior acabou por acontecer: Joaquim matou Aida a tiro, em plena rua, e suicidou-se de seguida.”

Afinal os amigos sabiam, conheciam o problema de tal maneira que até “temiam o pior”, mas não houve ninguém que fosse capaz de denunciar “o pior” à polícia e assim, pergunto, não terão todos os amigos “os que temiam o pior” mas que nada fizeram, uma quota parte na responsabilidade destes assassínio e suicídio?

A partir de quando começamos a usar os direitos que temos para evitar situações deste tipo?

Ficam órfãos dois filhos. Morreu mais uma mulher que quis pôr fim a uma vida sem esperança e sem direitos.

Na mesma página há uma outra história de um julgamento em Vila Franca de Xira, em que o raptor da ex-mulher lhe pede perdão em tribunal…

Será que vale a pena ainda acreditar neste tipo de comportamentos sabendo nós que o agressor é, de uma forma geral, sempre reincidente?

Em Vila Nova de Milfontes, um homem de 56 anos foi detido com uma arma na mão com a qual pretendera atingir a ex-mulher na cabeça.

Foi detido em flagrante delito. Que pena lhe será decretada? E a pena ficará suspensa, como na maioria dos casos acontece?

Quando é que começamos a dizer “BASTA!” de tal forma que o Poder seja mesmo obrigado a escutar?

Talvez seja preciso GRITAR!!!

Posted by idferreira at 14:16:10
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